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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Imagine Belieber *cap 143 *Resolvi ficar.

Não atendi suas ligações durante meses
 Parece que não me dou conta do quão cruel consigo ser
 Pois, às vezes, posso tratar quem eu amo como joias
Eu não pretendia te testar
Porque eu posso mudar de ideia a cada dia que passa
Sorry - Halsey



Você: Bom dia mãe. (Digo sorridente. O bom da noite de sexo é que não importa o que de ruim iremos fazer, não nos deixa com peso na consciência por causa do bom humor, então eu irei agir naturalmente bem. Minha mãe sorriu de volta. Ótimo, assim ela acredita que eu voltei ao normal, o normal para ela é que eu volte para o Canadá com Justin e os gêmeos. O que não vai acontecer)
SMãe: Bom dia meu amor. Olha, eu vejo que está animada.
Você: Você não tem idéia do quanto. Justin e eu passamos à noite inteira... (Eu me calei. O que fez ela rir)
SMãe: Já entendi. Muito bom. Foi por isso que não voltei pra casa ontem, queria deixar vocês sozinhos, e o amigo do Justin, Ryan, dormiu em um dos quartos de hóspedes da fazenda, Italo dormiu com os gêmeos, pra não deixá-los sozinhos, e eu no outro quarto de hóspede. Lana e Jackson ainda estão dormindo, o tal Ryan também. Mas eu e Italo começamos o dia cedo. (Ela explicou. Vejo que ela segurava um balde com alguns restos de comida) Ah! É para os porcos. (Disse caminhando até a porta dos fundos da casa)
Você: Ah! Mãe? (Ela virou me olhando) Eu estou pensando em ir à praia com os gêmeos. Somente eles e eu. (Minha estreita os olhos. Então ela pôs o balde na mesa da cozinha, e depois uma mão na cintura, deixando o corpo torto para o lado)
SMãe: Tem certeza que você é Justin se acertaram?
Você: Aí! Mãe! Claro! Nossa, não confia em mim? (Cruzei os braços deixando entender que estou magoada) Eu só não quero ir de vez para o Canadá. Quero, bem... Explicar para eles, dizer o que aconteceu de forma que eles entendam. E nada melhor que uma praia. O que acha? (Ela pensou um pouco, tentando processar aquilo)
SMãe: Tudo bem. Eu vou dar comida aos animais, depois eu volto e te ajudo com as crianças. Mas quero que saiba que só deixo se me disser aonde vai, é que seja perto. Qualquer coisa eu mando Justin ir lá.
Você: Você mandando Justin ir lá. Olha que coisa hein? (Eu rir. O inglês da minha mãe é péssimo. E o Português do Justin pior ainda, as vezes ele parece um bêbado falando. Ela pegou o balde e saiu. Eu sei que ela está desconfiada, preciso acordar as crianças antes que Justin acorde. Eu sei que ele demora para acordar em casa, mas o conheço bem. Fora de casa Justin dorme pouco, segundo ele "Lugar nenhum vai ter a minha cama". É o adulto mais mimado que eu conheço. Fui para o corredor dos quartos. Sorte que o primeiro quarto é com os gêmeos. Italo não estava ali, talvez já tenha levantado até antes da minha mãe. Jackson e Lana ainda estavam dormindo, como minha mãe disse. Seria maldade acordar eles, eu sei, mas preciso leva-los comigo. Acaricio a bochecha de Jackson, depois os cabelos dele, ele se mexe e eu o ponho sentado dando beijos em sua bochecha)

Jack: O que foi mamãe? (Ele pergunta com a voz rouca e coçando os olhinhos)
Você: Vamos pra praia, o que acha?
Jack: Tô com soninho.
Você: Eu sei meu amor. Mas pra ir à praia tem que acordar cedo, o sol aqui no Brasil é muito perigoso, ainda mais pra você que tem a pele branquinha. (ele balança a cabeça) Vamos?
Jack: Quero. (Bato palmas comemorando. Lana resmungou alguma coisa, não sei o que, mas estava zangada)
Você: Vai para sala pôr em um desenho, enquanto isso a mamãe acorda Lana. (Ele saiu da cama, e antes de sair do quarto eu o dei um beijo na bochecha) Levanta Lana. Vamos à praia.
Lana: No quelo! (Eu revirei os olhos dando um tapa leve em sua bunda) No quelo!
Você: Fala direito, que eu sei que você sabe, Avalanna!
Lana: Não vou!
Você: Vamos amorzinho, por favor. Você vai gostar da praia aqui no Brasil.
Lana: Eu quelo mimi.
Você: Vai Avalanna, Levanta. Praia, depois vamos à um shopping na loja de skates.
Lana: Mesmo?! (Ela sentou na cama bem rápido até) Vai mesmo deixar eu ter um skate? (Cruzou os braços me olhando desconfiada) Você não gosta que eu ande de skate, porque eu quebro tudo.
Você: Mas por tudo o que você passou, eu acho que merece um skate agora. (Lana começou à pular na cama. Como é fácil enganar criança. A peguei nos braços saindo do quarto, na cozinha Jackson já comia um prato com o que eu acredito ser mingau)

Lana: Não quelo mingau, num gosto disso.
SMãe: Eu sei, por isso já preparei cereal. (Ela sentou ao lado de Jackson pegando na colher) De chocolate não é? (Ela balança a cabeça)
Você: Depois do café vamos nos arrumar.
SMãe: Trouxe sua mala pra cá, e um maiô pra Lana. Jackson uma bermuda e camiseta, certo?
Você: Salva vida! Obrigada mãe.
SMãe: Não fiz por você. Fiz por Justin, que está dormindo e eu sei que você é toda cheia de barulho. (Cruzei os braços fingindo está indignada. Fui até a mesa pegando apenas uma maçã e uma banana. Depois de comer fomos para sala, aonde eu abro minha mala pegando meu biquíni. Dei a desculpa de que iria vestir ele apenas na praia, e minha mãe comprou a desculpa na hora. Depois de vestir o maiô em Lana, visto uma sunga e bermuda em Jackson. Peguei Lana novamente para pentear seus cabelos)

Lana: Quero cotar meu cabelinho.
Você: "Cortar" (À corrigir) Não vai cortar nada Lana, eles estão lindos. (Terminei o cabelo dela e abro os braços para Jackson que veio em minha direção. Dou um beijo em sua bochecha e começo com seus cabelos) Ela não quer isso, mãe, só fala pra me ouvir negar.
SMãe: Eu imagino. Quer creme?
Você: O roxo. Que é ativador de cachos. (aponto. Ela pega e estica o braço me dando. Passei nos cabelos de Jackson enquanto ele comia uma banana ainda)
SMãe: Jackson precisa cortar os cabelos.
Você: Aí não! Olha esse capacete de cachos loirinho, eu amo ele assim. As vezes sinto vontade de morder. Não é amor?
Jack: Cachinhos. (Ele aponta para cabeça. Eu sorri balançando a cabeça)
SMãe: Por mim, raspa. Mas o filho é seu. (Neguei com a cabeça rindo. Terminei os cabelos de Jackson, e quando secar tenho certeza que vai ficar capacete de cachos armados e perfeitos. Peguei minha bolsa com todos os meus documentos, com os documentos dos gêmeos e meus cartões de créditos. Abracei minha mãe e à agradeço por tudo. Ela estranha mas resolveu não perguntar) Olha Lana na água, pelo o amor de Deus, ela parece ser travessa. E Jackson sem ter medo do mar, okay? (Ele balança a cabeça. Olhei para entrada do corredor e Ryan estava ali parado)
Ryan: Aonde vai com meus sobrinhos?
Você: Vou à praia.
Ryan: Ah! Me espera que eu também vou. (Ele pareceu uma criança)
Você: Deve ter uma escova de dentes nova para você também. Não demore. (Ele deu as costas voltando para o quarto. Eu espero) Estou indo. (Sussurrei)
SMãe: Ele não vai?
Você: Não. Estraga prazeres. (Rir. Joguei beijo no ar e sair segurando na mão de cada um dos gêmeos. Eu sou uma droga, eu sei. Mas sinto muito Justin, sinto muito ter casado com uma droga feito eu, de ter tido filhos com uma droga feito eu. Eu sinto muito, me desculpas mesmo, mas não vou desistir de te machucar, e se pra isso eu tenha que me afastar que seja assim.)

*Você Off*

*Justin On*

A noite foi boa, a madrugada melhor ainda. Eu achei que estávamos enferrujado, pelo o tempo que paramos e só voltamos pra fazer do jeito tradicional, estava enganado, ontem ela provou que só precisávamos de uma briga para voltar com tudo novamente. Sentei na cama me espreguiçando. Olhei a hora no relógio do pulso e já passava das 10:00AM. Eu dormi muito. Levantei da cama,  e rir ao perceber que ainda estou nú. (Seu nome) Não estava na cama, mas eu presumo que esteja na sala ou em outro lugar da casa. Ainda precisamos conversar, a noite de sexo não deixou claro em nada sobre nossa situação, eu ter traído ela, e muito menos sobre nós dois voltar ou algo assim. Depois de me vestir usei a escova de dentes nova que estava no armário do banheiro. Saiu do quarto passando a mão nos cabelos tentando deixar um topete menos bagunçado até ver a mãe da (Seu nome) com uma xícara no Pires.

Justin: Bom dia. (Digo sorrindo. Ela estica o braço me dando o chá)
SMãe: Bom dia. (Peguei o chá sentando à mesa) Vai fazer bem. Assim te prepara para o dia. (Ela diz sobre o chá)
Justin: Não sou muito fã de chá, mas vou tomar, preciso mesmo está disposto hoje, para conversar com (Seu nome). Viu meus pequenos? (Assopro o chá)
SMãe: Sim. Eles saíram com (Seu nome), foram à praia. (Eu deixo a xícara na mesa a olhando curioso)
Justin: Como?
SMãe: É, eles foram à praia. Achei que tudo bem, já que você e a (Seu nome) estão bem novamente. (Ela diz sorrindo)
Justin: Não! Não estamos bem ainda. Desculpe dizer isso à senhora, mas só transamos ontem, não conversamos, ela não me disse nada sobre voltar ou algo assim. (Ela bufou pondo as mãos no rosto)
SMãe: Justin, achei que estavam bem. Meu Jesus. Será que ela...? (Neguei com a cabeça. Fui para o quarto procurar meu celular, e quando achei no meio da cama digitei o número da (Seu nome). Chamou várias vezes, até cair na caixa postal. Liguei novamente e nada. Não desisti, eu nunca irei desistir dos filhos, nem que fique cinquenta chamadas! Liguei mais uma vez e então ela atendeu)

*Ligação On*
Você: Alou?
Justin: Aonde Você está?!
Você: Na praia Justin. Calma okay? Estou me divertindo com nossos filhos. (Eu queria está aliviado com aquilo, deveria. Até ouvir no fundo o "senhoras e senhores do vôo para Londres, por favor, embarque à direita". (Seu nome) bufou) Justin, não adianta vir!
Justin: O que aconteceu? Por que não conversamos e nos entendemos como acontece em brigas de casais. Para de tentar levar meus filhos para o inferno. Eu vou até lá se for possível! Eu não vou desistir!
Você: Preciso ir!
*Ligação off*

SMãe: Ela fez de novo?
Justin: Sim! Eu Preciso ir ao aeroporto. Agora mesmo!
SMãe: Tem o carro do Italo, a chave está no sofá. (Assenti. Corri saindo do quarto indo para sala. Nem que eu passe minha vida correndo de um lado para o outro do mundo, eu nunca irei desistir dos meus filhos, de acha-los.)

*Justin Off*

*Drew on*

Querida Grace, se estiver morta, escute meus pensamentos, não era minha intenção querer você nesse lugar tão cedo, e pode acreditar, não há dia que eu me sinta menos culpado por tudo o que aconteceu em sua vida, não tem noite que eu durma tranquilo dizendo para mim mesmo que tudo isso tinha que acontecer ou que não é minha culpa, porque eu sei que sou culpado. Querida Grace, vou sentir falta do seu sorriso, da sua voz, do seu temperamento, dos seus toques. Não menti quando disse aqueles "eu te amo", eu realmente te amo. Te amo muito. Querida Grace, de você não estiver morta, eu direi tudo pessoalmente à você. Querida Grace, eu ainda te amo, e pedir perdão e dizer que sinto muito são as coisas mais imbecis à dizer agora. Mas de todo meu coração, fique em paz.
Estacionei meu carro no estacionamento à frente do hospital vendo o médico já ali parado na porta de entrada do hospital. Já me preparo para o pior saindo do carro e pondo as chaves no bolso do casaco. Está frio e o céu está fechado, sinal de que vai nevar essa noite.

Drew: Não quero ver o corpo, se for Grace Anderson Rondone, por favor só me faça assinar papéis para liberar o corpo.
Cameron: Está com alguém? Veio sozinho?
Drew: Sim. (Ele estava estranho. Parecia que tinha matado alguém e estou aqui para esconder o corpo)
Cameron: Bom. Precisamos entrar. Temos que conversar. (Assenti com a cabeça entrando no hospital com ele. Isso está muito estranho. Eu não consigo nem pensar no que ele irá me dizer, mas já começo à descartar essa possibilidade. Entramos em sua sala, aonde ele pôs os papéis na mesa, olhei para o lado vendo um policial e naquele momento meu sangue ficou frio. O que porra estava acontecendo? Eu iria ser preso?)

Drew: O que é isso? (Pergunto preocupado) O que a polícia tem com Grace morta?
Cameron: Grace não está morta.
Drew: Mas me fez acreditar que...
Cameron: Eu sei! Eu sinto muito pelo susto, mas foi preciso. Sente-se por favor temos algumas perguntas. (Sentei na cadeira à frente sorrindo. Grace não morreu, isso é um alívio) Drew, Grace saiu do coma respondendo bem ao tratamento, ela estava indo Muito bem. Seria impossível ter uma parada cardíaca respiratória. Impossível.
Drew: Eu não entendo. Mas vocês disseram que ela voltou à ficar em coma.
Cameron: De fato. Não exatamente. Ela teve problemas com a respiração, seus batimentos cardíacos estavam subindo, digo isso porque eu estava acompanhando sua máquina através do tablet, tudo o que ocorre em seu quarto, eu posso ouvir daqui. Mas o que a polícia tem com isso? Bom...
– Achamos que alguém tentou matar Grace. (Olhei para o policial. Neguei com a cabeça)
Drew: Impossível. Grace não tinha inimigos, ela era amável. Boa com todo mundo. Não tem como alguém querer lhe fazer mal.
– No tablet do Dr. Viena ouvimos a voz abafada de Grace pelo travesseiro. Ela ainda pediu "Por favor".
Cameron: Sorte de Grace que foi o meu plantão, eu consegui chegar até lá com alguns dos médicos. Mas ninguém estava lá, somente Grace, quase sem ar.
Drew: Então ela não entrou em coma de novo?
Cameron: Não. Grace está prestes à receber alta. Mas ninguém sabe disso. Somente você, algumas pessoas da polícia e eu. E preciso que continue sendo assim, até Grace estar totalmente pronta para voltar pra casa. (Balanceio a cabeça) Mas agora precisamos que diga o nome de todas as amigas dela, concorrentes, ou pessoas que não gostei muito dela.
Drew: Aí que está, Grace não tinha inimigos.
Cameron: Alguma mulher que tenha ciúmes? Ela de vocês?
Drew: Não. Na verdade, eu tenho EX's, mas não, claro que não fariam isso.
Cameron: Pode dizer os nomes? Apenas para termos certeza. (Concordei com a cabeça)
Drew: Precisa ser todas? (O médico riu negando a cabeça) Okay, só mais recentes ou que foram mais próximas.
Cameron: Diga as mais obcecada. (Eu rir)
Drew: Pode pôr a primeira com toda certeza. Diana Beadles.
Cameron: Foi sua ex?
Drew: Não exatamente ex, não namoramos, mas ela odiava Grace. Bom... Ela é mãe do meu filho, mas antes disso foi obcecada por mim, querendo que eu ficasse com ela à todo custo. Mas depois de Drake, nosso filho, ela parou. (Ele escreveu) Bom... Tem também Lunna, mas sem chances que ela está no Brasil e casada. Ah! Tive um pequeno caso com Emma Jullies.
– Que Emma Jullies? A serial killer?
Drew: Sim. Essa louca mesmo.
– Você tem problemas. (Dei de ombros) Grace e você estavam juntos certo?
Drew: Sim.
– Ela era modelo. Conhece alguma amiga dela na profissão.
Drew: Ah! Duas. As gêmeas Kelly e Bruna Smith do Texas. (Ele escreveu o nome das duas) Espera... (Eu fiz uma pausa buscando mais à memória) Grace reclamava de uma que pegava no pé dela.
– Pegava no pé como?
Drew: Ela disse que a garota se sentia insegura perto dela. Eu digo que sentia inveja, mas Grace não falava isso, ela era boa de mais e não enxergava o lado ruim das pessoas. Essa que eu posso dizer que considerava Grace uma concorrente. Bianca Been. Mas as amigas modelos dela chamava ela de B.B. As baba-ovo chamavam ela de QueenBB. Mas aí Grace chegou e passaram à clamar Grace de Rainha Branca ou Rainha Loira. Algo assim. Grace tirou o posto de rainha da BB, e aí ela ficou zangada. Ou algo assim.
Cameron: E sabe aonde ela está agora?
Drew: Não, a última vez que soube sobre ela, ela estava em Otawa. Ela é famosa, vocês podem achar por pesquisa. (Ele escreveu o nome) São as únicas que eu conheço. (O médico entrega o papel para o policial que estreita os olhos fazendo careta)
– Pode repetir os nomes? Eu não estou entendendo nada. (Médico e suas letras.)
Drew: Am... Claro.

*Drew Off*

*Julia On*

Eu estou tão no estresse com tudo isso. Meus pais no Brasil com os gêmeos, e eles brigando sem parar na frente de duas crianças. Drew indo receber a notícia de que Grace está morta e ainda tendo que ver o corpo dela. Christopher estranho, e eu tendo que aturar as bobagens que Jolie diz.

Julia: Não Jolie! Eu não sabia que você é o rostinho mais perfeito. Obrigada por avisar, isso sem dúvida foi mais importante desde quando descobriu a cura do cancer em 2032! (Jolie deu de ombros)
Jolie: Normal falar assim. Você tem inveja porque eu sou a irmã mais nova que é mais bonita que você. (Eu bufei revirando os olhos)
Julia: Por favor, tenho mais que me preocupar do que ser mais bonita que você, pirralha.
Jolie: Sou a mais bonita do mundo.
Julia: Quer fogos?
Jolie: Invejosa. Você e todas do meu colégio. Drace também tem inveja. (Drace olhou para Jolie confusa)
Drace: O que é isso?
Jolie: Arg! Você é tão burrinha. (Ela pegou sua taça de sorvete e saiu da sala. Me joguei no sofá mais aliviada com ela no andar de cima)
Drace: O que é ineja?
Julia: É "inveja". Uma coisa muito feia. Você não sente isso, Jolie é muito metida. Não liga não. Vem aqui. (Estiquei os braços, ela veio em minha direção, dando um beijo na minha bochecha em seguida) 
Drake: Meu pai tá demorando Muito.
Julia: Ele não está com Diana, Drake. Fica tranquilo.
Drake: Ela do mal.
Julia: Eu sei. Vem cá também. Tô carente hoje. (Drake sentou do meu lado, Drace do outra, os dois deitaram a cabeça nos meus ombros. Eu suspiro olhando para o desenho que passava na TV) Os sobrinhos mais lindos do mundo.
Drake: Somos seus únicos sobrinhos.
Julia: Verdade. (Eu rir. Drake me olhou)
Drake: Por que meu pai não ficou com Drace também? Já que ela é minha irmã.
Julia: Também gostaria de saber. (A porta foi aberta e Drew entrou) Quer perguntar à ele? (Drake negou com a cabeça. Drace pulou do sofá correndo até Drew, ela o abraçou e ele não espera isso. Drew a afastou, ele se ajoelhou no chão e abraçou Drace. É, pra ele fazer isso, com certeza Grace morreu, e ele se arrepende)
Drace: Trouxe minha jujuba?
Drew: Sim. Rosa e Roxa, ou devo dizer, "Rosa e Loxa"?
Drace: Obrigada papai Drew! (Ela pega o saquinho enquanto Drew ficou paralisado, feito um bocó)
Drake: Trouxe minhas fritas?
Drew: Sim. (Ele entrega a sacola para Drake) Vão comer na cozinha. Preciso conversar com Julia sozinho. (Drace e Drake assentiram saindo da sala. Desliguei a TV olhando para Drew)
Julia: Como foi? (Ele senta ao meu lado)
Drew: Ela não está morta. Não posso dizer o que o médico quis conversar comigo. Mas... (Ele suspirou) Só que, se alguém perguntar sobre Grace, apenas diga que ela está internada. Só.
Julia: Então ela está viva? (Pergunto sorrindo. Ele confirma com a cabeça. Eu o abraço comemorando) Que bom! Ela vai ser uma ótima mãe para Drake e Drace!
Drew: Hey! (Ele parte o abraço) Julia, se ela sair dessa não quer dizer que vai vir para os meus braços. (Eu revirei os olhos. Odeio ouvir ele dizer "se", parecia que não acreditava em nada)
Julia: Drew! Okay, você foi um babaca...
Drew: Julia?!
Julia: Mas não quer dizer que ela não te perdoe! Eu torço para vocês dois votarem. Antes que achava ela boa de mais para você, hoje eu quero que vocês dois se case e crie o casal de filho mas fofo do mundo!
Drew: Não, isso não vai acontecer. Sinto muito por quebrar seu fã clube de casal. (ele ficou de pé) Mas Grace e Eu acabou de verdade.
Julia: Você é um chato! (Eu fico de pé. Peguei minha bolsa na mesa de centro) Pode olhar as crianças? Preciso ir ao meu primeiro dia de tratamento.
Drew: Claro. Onde está Jolie?
Julia: Oh! A sucessora da rainha má? A mais bela de todas? (Apontei pra cima) Lá em cima, em seu aposento real. (Ele riu)
Drew: Vou nem perguntar por quê. (Ele me deu um beijo na bochecha) Boa sorte lá. (Sorri grata. Fui até a porta à abrindo dando de cara com... Oh não! Não é possível)

Julia: Nash?! (Ele sorriu. Eu o abracei forte)
Nash: Juro que iria bater. (Ele riu quando parto o abraço. Seus cabelos estavam acima do ombro, e alguns fios perto de seus olhos, que continuam azuis como nunca) Eu fiquei sabendo que está doente, então quero está aqui para cada passo que você dê. Quero te ajudar à superar tudo.
Julia: Ownt! Eu te amo sabia?
Nash: Sei! Zona da amizade. (Apertei sua bochecha. Morria de saudades de fazer isso nele)
Julia: Como foi no Chile?
Nash: Posso falar mais se me convidar para entrar. (Sorri negando com a cabeça)
Julia: Não posso. Estou indo à minha primeira sessão de remédios e consulta médica.
Nash: Ótimo! Eu dirijo.
Julia: Serio? Não está cansado? (Ele nega com a cabeça) Ah! Então vamos. (Digo sorridente. Peguei em sua mão e sai o puxando, até bater de cara com Calvin. E pela sua expressão ele não gostou nada de me ver com Nash. Soltei a mão do moreno indo em direção ao loiro. Dou um selinho em Calvin) Você está aqui para...? (Deixo espaço para ele falar. Vai ver não é o que estou pensando)
Calvin: Para te levar à sua primeira consulta.
Julia: Ele lembrou! (Comemorei)
Nash: Ela passou por muito estresse. Merece todo mimo. (Ele diz pondo o braço em meu ombro. Eu sorri toda boba. Calvin tirou o braço de Nash de cima de mim. E eu entendi aquilo como uma posse, um tipo de afronta)
Calvin: Eu sei. Estava aqui vivenciando!
Nash: Eu sei que estava. Calma cara. Pra quê tanta insegurança? Não vou roubar sua namorada de você não. Eu sei que July gosta de você, e muito. Eu respeito isso.
Calvin: Eu não me sinto inseguro perto de você! O nome dela é Julia!
Nash: Gosto de July, ela não vê problema nisso, Muito menos eu.
Julia: Gente, sem discussão, por favor. (Eu reviro os olhos) Vocês vão comigo? Ou não?
Nash: Vou sim. Claro!
Calvin: Não que seja necessário você ir. Já que eu vou.
Nash: Vamos ver até quando vai está do lado.
Calvin: Quero ver se é capaz de ficar ao lado dela mesmo ela ainda estando gorda! (Eu arregalei os olhos encarando Calvin. Ele não disse aquilo em voz alta, disse? Pois eu senti uma facada no peito) Na-não era isso que queria...
Julia: Tá bem! (Levantei a mão o fazendo calar. Eu nem posso o olhar agora, de tanto ódio) Vamos Nash! (Sai puxando Nash)
Calvin: Vai com ele?! (Ele pergunta indignado. Eu parei perto do carro virando para ele) Não acredito que quer que ele vá, e não eu.
Julia: Ao menos ele não prevê meu futuro. Vou ser gorda, é isso que pensa não é? (Não o esperei responder e entrei no carro. Nash entra em seguida, colocamos o cinto e eu estava tão nervosa que sai catando pneus.)

*Julia off*

*Christopher On*

Depois de já ter feito minha parte em casa fui na casa de Madison. Dessa vez seus pais estão, e eu tive que me comportar. Estávamos à mesa, eu tentava manter uma conversa sensata com seus pais enquanto ela me ativa fogo passando seu pé em minha perna, subindo e subindo. Eu empurro, mas porra, ela insistia. Até ela dar a desculpa dos estudos para subir para o quarto, quando sua mãe pediu para que ela deixasse a porta a aberta tirou todo seu plano impuros. O que me fez rir da cara que ela fez. Subimos para o quarto e então começamos à nos agarrar. Não vai ter sexo, eu sei, mas ao menos podíamos namorar um pouco. É o que penso. Mas fomos interrompidos pelo celular. O meu celular. Madison bufou quando eu o peguei.

Maddie: Anda logo, você não veio aqui pra ficar no celular. Veio pra ficar comigo. (Ela reclama enquanto eu encerro a chamada) Ue, não vai atender?
Christopher: Vou mandar mensagem. (Digo digitando uma mensagem para Travis. O que não demorou muito para ele responder. "Estamos no Bitch On Night! Não vai amarelar dessa vez, vem agora caralho". Olhei para Maddie que já estava sem blusa) Madison?
Maddie: Tá calor.
Christopher: Está 6 graus lá fora. (Digo olhando para seus seios. Maddie levantou vindo em minha direção, eu joguei o celular na cama à puxando pela cintura. Começamos à nos beijar, até ela me empurrar quando ouviu passos de salto no chão de madeira do corredor. Madison vestiu a blusa e correu até a porta. Deve ter sido sua mãe. Voltei à olhar para o celular, Travis me mandou o endereço do lugar. Quando Maddie voltou, eu joguei o celular na cama e sentei em cima) Amor, senta aqui. (Bati na minha perna, ela sentou) Eu preciso ir em casa.
Maddie: Mas já, Pher? Eu dispensei minha mãe, ela veio só pra avisar que vai ao shopping com meu pai. Quer nos deixar à vontade. (Ela diz mordendo o lábio) Fica, por favor. Eu faço o que você quiser. (Eu suspirei buscando inspiração para mentir)
Christopher: Você é tentadora. Mas eu preciso voltar. Drew está louco. Ele não quer cuidar da Drace, e Julia está na primeira sessão de remédios dela. Então ele está sozinho. Preciso mesmo ir.
Maddie: Entendo. Pode ir então. (Ela me deu um selinho) Diz para Drew parar de bobagem e aceitar logo Drace, ela é um amorzinho. Eu tinha visto algumas fotos dela na sua rede. Tão branquinha, igualzinha à mãe dela. (Ela sorriu saindo do meu colo. Eu a puxei de novo para mais um beijo. E então me despeço dela e depois de seus pais. Fui para meu carro e dei logo a partida pondo o endereço. Não era tão longe, levei 20 minutos de carro até lá, e já sabia aonde ficava, já que fui buscar Maddie totalmente bêbada nesse lugar. Bêbada e drogada. Espero que ela não precise "retribuir" esse favor. Estacionei o carro em frente à boate... Não exatamente uma boate, há um ano esse lugar foi comprado e agora é um prostíbulo. Travis já estava na porta com um copo em uma mão e cigarro na outra)

Travis: Trouxe grana?
Christopher: Pra quê?
Travis: Você vai precisar. (Ele riu. Revirei os olhos entrando no local. A música é alta já de fora, o que dizer dentro. Todos ali pareciam está sob efeito de algum tipo de droga, eles dançavam e tiravam feito loucos, digo... Literalmente. Algumas garotas estavam no palco, e elas estão com seu rosto sobrecarregado de maquiagem, sua boca parecia gritar a palavra batom, e eu tive nojo daquilo) Hey cara, relaxa, não vamos ficar aqui, essa é a parte dos falidos. Nós vamos para a famosa área Vadias VIP! (Ele disse com sua mão em meu ombro. Eu não sei porque daquilo, de eu está aqui, mas preciso provar para mim mesmo que não sou um bunda mole. Já estou aqui, então não tem jeito. Subo a escada com Travis, no topo da escada já tocava outra Música, e ali havia dois homens que eu chamaria de armários) Christopher Bieber! (O homem pareceu não acreditar. O que eu achei estranho foi Travis ter dito meu nome)
Christopher: Qual o seu problema? (Tirei seu braço do meu ombro)
– Caramba Carlos! Deixa passar, é o gatinho irmão do Drew Bieber. (A garota disse. Drew já veio aqui? Não é possível)
Carlos: Eu não sabia se podia confiar em Travis. Lembra do que ele fez na última vez?
Travis: Qual foi? Sem ressentimentos. Amiguinhos. (O homem-armario pareceu não ter gostado daquilo) Pher biebs, me deixa entrar.
Christopher: Tanto faz, vamos logo. (Entrei junto a Travis)
– Você é bem parecido com sua mãe. A que era uma modelo e que se despediu das passarelas. (A mesma que me deixou entrar disse enquanto caminhamos pelo corredor de cima. Ela abriu uma porta e as luzes vermelhas com verde e azul deixava tudo em um tom mais... Excitante? Não sei. Mas as pessoas ali já estavam em estado mais avançado de loucura que as de baixo, as mulheres do palco são mais bonitas e menos maquiagem, digo o mesmo do que vestia, que também é menos. Eu mal entrei e todos já falavam com Travis, ele é bem conhecido. Logo depois duas das que estava no palco passaram à me olhar) Sua primeira vez em uma festa assim?
Christopher: Sim. Não. Na verdade... É confuso.
– Normal. Seu irmão quando veio aqui tinha dezesseis, e sua última vez foi quando ele tinha dezenove. Fez uma bagunça. Ele gostava de brincar de vampiro e presa, mordia meu pulso e pescoço. Não chegou à sangrar, mas fez um belo roxo. (Ela suspirou) Bons tempos. (a loira me deu dois tapinhas nas costas e subiu no palco sem ao menos me dizer seu nome. Ela sussurrou alguma coisa no ouvido das duas morenas, e as duas sumiram. Eu procurei um lugar para sentar, já que nem Travis achava mais, e quando achei que ficaria sozinho, surgem as duas que me olhavam do palco, cada uma com uma garrafa de alguma bebida e cada uma sentando em cada perna minha)

– Sou Carina. (Uma sussurrou em meu ouvido dando um beijo em meus lábios sem nem me pedir permissão)
– E eu Camila. (A outra fez o mesmo. As duas deram uma risadinha e já foram tirando a mini blusa, e eu não tive como não olhar para seus seios, não sabia quem beijar se uma outra. Elas me fizeram beber durante meia hora, mais de um litro, eu já estava ficando fora de mim. Gargalhadas, junto a grifos vindo delas, uma me fez cair de boca em seu seio, e eu suguei, como não? Gostosa, eu não posso mentir, elas são mesmo gostosas. Elas me tiraram dali, e eu estou tão fora de mim que nem perguntei, não havia o porquê. Mas logo soube aonde estávamos depois do silêncio, era algo como uma porta secreta, havia várias portas naquela sala e agora eu sei aonde elas levam, à um quarto. Não demorou para começar a ficar sem roupa, estava indo Muito bem até ouvir a porta praticamente ser quebrada)

Maddie: CHRISTOPHER BIEBER!!! (Berrou uma fúria. Eu sentei na cama preocupado. Madison aqui, como?! Senti algo acertar minha testa causando uma dor imensa, ela havia jogado meu celular. Porra, aquilo doía muito) Você esqueceu seu celular! Seu babaca! (E então saiu batendo a porta. Fodeu tudo. Na verdade, nem chegou à acontecer isso.)

*Christopher Off*

*Justin On*

Encontrei com Ryan saindo da casa do tal homem que (Seu nome) havia abraçado ontem. Ele topou me ajudar à encontrar ela no aeroporto, ele irá para os vôos dos estados brasileiros enquanto eu olhava os internacionais. Foi correria, eu mal tinha tempo de parar para respirar. Perguntei sobre ela ter ido para o Canadá, França, Itália. Até Chile. Mas foi no vôo para o Japão que eu senti um soco no estômago, está lá o nome "Bieber Jackson", "Bieber Avalanna" e "Bieber (Seu nome)" em negrito, com vôo que já foi dado a última chamada para Tokio. Tokio. Tokio. Tokio. A voz da mulher que eu pedi informações fazia eco na minha cabeça.

Ryan: Nenhum vôo para os estados brasileiros tem o nome dela. (Ryan se aproximava ofegante) Ela ainda tem seu sobrenome ou é (Seu sobrenome)?
Justin: Meu sobrenome. (Dei o papel para ele)
Ryan: O que é isso? (Ele perguntou olhando as escritas, logo sua expressão de espanto surgiu) Japão?! Porra! Uma agulha no palheiro!
Justin: Eu sei... E-eu só... Eu só não queria que... (Eu mal consigo formar uma frase sem querer chorar. Sentei na cadeira da sala de espera de desembarque. Pus as mãos na cabeça, os cotovelos nos joelhos e sentia o arrependimento tomar conta do meu corpo. É triste, mas eu não deveria ter feito o que fiz, ela tinha uma parcela de razão, e seria menos doloroso se ela fosse retribuir na mesma moeda, eu ainda terias meus pequenos por perto, eu ainda teria minha família completa, eu estaria no meu país, e estaria tentando perdoar e ser perdoado) Isso dói.
Ryan: Eu sinto muito cara. (Ele sentou ao meu lado pondo a mão em meu ombro) Se quiser tentar achar ela no Japão, pode contar comigo. Sabe que sou folgado e vou usar qualquer desculpas para ficar longe da loucura de casa. (Balanceio a cabeça) Se for comprar as passagens só mandar mensagens. Eu vou te esperar no carro. (Ele me deu dois tapinhas nas costas e saiu. Continuei de cabeça baixa pensando no vôo que (Seu nome) pegou, levando com ela dois dos meus filhos. Os meus mais novos. Tudo por causa de uma vingança estúpida. Até então sentir duas mãos pequenas em minha perna. Levantei a cabeça para olhar)
– Vamos Clarice! (A pequena menina correu indo em direção ao casal. Ela me lembrou Lana, sapeca e esperta sendo tão pequena. Voltei a abaixar a cabeça e novamente mãozinhas em minha perna)
Justin: Clarice, Sua Mamãe não estava... (Eu me calei quando vi aquela moreninha com um sorriso, O tal que ilumina todo seu rosto e fecha seus olhos. Minha princesa... Digo... Super menina) Lana! (Eu a abracei. Talvez forte de mais, pois ela se queixa em um gemido de dor e já me empurrando)
Lana: No gosto de abraços! Sota! Sota! Sota! (Soltei apenas para abraçar Jackson que já vinha correndo de braços abertos)
Jackson: Papai! (Ele gritou depois que veio para meus braços. Dei tantos beijos em seu rosto, que ele deve ter ficado babado) Que nojinho. (Ele fez careta passando a mão)
Justin: Eu achei que iriam para o Japão.
Lana: Mamãe não quis mais. (Levantei da cadeira vendo (seu nome) se aproximar em passos lentos com as malas sendo empurrada por um carrinho. Ela parou à minha frente reprimindo os lábios)
Você: Oi Justin. (Finalmente disse depois de ter ficado alguns segundos calada)
Justin: Oi (Seu nome).
Você: Eu... Bom. Resolvi ficar.

Continua ...

Bem gente, ainda estou sem internet. Mas aí tá, estou me esforçando para postar o quanto antes.

O que acharam? Podem falar. ❤
Amo vocês. Comentem.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Imagine Belieber *cap 142 *there's no way

Nunca preciso de uma nova garota Porque você está aqui para ficar Deixe-me lhe mostrar o que faço, garota E você nunca irá embora
Você me quer, garota, você sabe que me quer
You Want Me - Justin Bieber


*Você On*

Você: Finalmente eles dormiram. Estão melhores agora.
Mãe: Não estão, (seu nome). Justin pode chegar a qualquer momento e levar eles daqui, ou pode pedir a guarda. (Eu bufei com o drama da minha mãe. Cruzo os braços olhando para Jackson que dividi a mesma cama com Lana. Eles estavam dormindo feitos anjinhos depois de  me encher de perguntas a tarde inteira de porque dormimos aqui, ou porque não ligamos para o pai deles. Eu já não sabia mais o que estava fazendo, Justin sem dúvida deve está furioso, tenho certeza que ele acha que eu não estou aqui, até porque, se for pra fugir eu iria fugir para um lugar desconhecido, e não para o Brasil. Imagino que ele pense isso)
Você: Ele não vai vir. Ele nem sonha que estou aqui, ou se imagina, vai tirar da cabeça porque seria "burrice de mais" imagina ele. (Falei olhando para Jackson que abraçou Lana como se ela fosse seu ursinho de pelúcia, mas a bruta embolou se afastando dele) Ele não vem. (Sussurrei. Talvez mais para mim que para ela) Não vem. Ele não sabe.
Mãe: Bom... Se ele vir? (A olhei estreitando os olhos)
Você: O que quer dizer com isso?
Mãe: Supostamente.
Você: Mãe... (Soltei os braços mantendo a calma) Justin não sabe de nada. Por favor, por tudo que você ama, não me diga que abriu a boca.
Mãe: E-eu tenho medo dele aparecer e você achar que fui eu...
Você: Porque foi! Que merda! (Fui em direção ao guarda-roupas pegando a mala que eu mal tinha desfeito. A joguei na cama tirando as roupas que mal havia guardado. Que merda essa de fugir)
Mãe: (Seu nome) entenda...
Você: Você que tem que entender, Mãe! Justin me traiu, eu confiei nele, confiei com uma mão no fogo. E ele me dá uma facada nas costas.
Lana: Mãe? (Ela coçava os olhos sentando na cama)
Você: Veste o casaco, amor. Vamos embora.
Lana: Mas já? Por que mamãe?
Mãe: (Seu nome)? Para com isso, espere ele chegar e vocês conversam.
Você: Não tem conversa. (Peguei os documentos de Lana e Jackson, junto com os meus e enfiei na bolsa) Me diz à quanto tempo ele sabe?
Mãe: Não faz isso.
Você: SÓ DIZ!
Mãe: Desde ontem. (Ela abaixou a cabeça. Assenti com a cabeça)
Você: Obrigada por me apoiar. Mamãe. (Digo em tom de deboche. Ela abaixa a cabeça) Pega sua mochila​ Lana. Vamos embora agora mesmo! (Escuto a campainha tocar, olhei para minha mãe, ela iria atender mas eu fui mais rápida a segurando) Não atende. (Sussurrei entre dentes. Alcancei meu celular o mais rápido possível. Digitei uma mensagem para Italo. Italo é amigo da minha mãe, eu contei a ele que estou aqui para pensar um pouco no que fazer com Justin, e ele pareceu entender muito minha situação, tanto que disse que está disposto a ajudar em qualquer momento, à qualquer hora. Ele tem a minha idade, se veste como se fosse um sertanejo, com botas e chapéu​, minha mãe mora em uma fazenda no interior e é vizinha dele, então eles se chamam de comadre e compadre, vai saber porque ainda nesse mundo faroeste. Ao menos da tecnologia eles não abandonaram. Recebi a resposta de Italo dizendo que já estava vindo. A campainha havia depois de várias vezes ter tocado. Sentei cama pegando Jackson no colo quando escuto batidas na porta do quarto, olhei para minha mãe por alguns estantes. Ela abriu a porta e Italo estava ali. Sorri aliviada) Preciso da sua ajuda. Encontrou com ele aí fora?
Italo: Não. Entrei pelos fundos, tenho uma cópia das chaves.
Você: Obrigada. Preciso que leve pelos fundos esses documentos. Leve Jackson com você. (Ele pega Jack no braço, que deitou a cabeça no ombro do homem sem reclamar, ele está morto de sono, e não tem como acordar já que faço tudo com cuidado para não fazer escândalo, Italo depois pega a pasta com os papéis. O celular da minha mãe começou a tocar e eu não deixei ela atender) Vai logo! (Ele assentiu saindo. Segurei a mão de Lana) Escute amor, a mamãe tem que sair correndo, Rapidão, sem perder tempo. Está com a mamãe?
Lana: O que tá acontecendo mamãe?
Você: Você está comigo?! (Pergunto insistente olhando em seus olhos)
Lana: Sim. (Ela diz assustada)
Mãe: Que loucura, Jesus Cristo. Pra quê essa vingança, minha filha?
Você: Ele vai sentir a mesma dor que eu senti.
Mãe: Não é a mesma dor, (Seu nome). Não faz sentido.
Você: Não é o suficiente. (Lana pôs a mochila nas costas e segurou na minha mão) Adeus Mãe. (Abro a porta para sair do quarto, e por sair com pressa esbarrei nele. O mesmo me encarava com ódio, ódio profundo. Apertei a mão de Lana impedindo que ela saia correndo enquanto olhava para Justin)
Justin: Não vou brigar com você na frente dos nossos filhos. (Ele olhou para Lana) Aonde está Jackson, Lana?
Lana: Papai. (Ela olhou para Justin. Eu a puxei para detrás de mim, Mas ele pegou na outra mão dela)
Justin: Vamos voltar para o Canadá! (Ele puxou)
Você: É MINHA FILHA! (Eu puxei)
Justin: NOSSA, (SEU NOME)! ELA É NOSSA! (Ele puxou)
Você: MINHA! (Eu puxei)
Mãe: Por favor! Se entendam antes de fazer qualquer besteira na frente da criança. Eu não tenho idade para suportar isso! (Ela tirou Lana do nosso meio)
Justin: Onde está o Jackson?!
Ryan: Aqui! (Olhei para a porta da sala vendo Ryan entrar com Jackson no braço, meu pequeno chorava como se estivesse assustado. Ele estica os braços para Justin e não demorou para Justin pegá-lo nos braços. O pequeno deita a cabeça no ombro do Justin, enquanto o pai alisava as costas dele)
Justin: Eu estou aqui. Calma. (Ele pareceu fazer questão em esfregar na minha cara que Jackson naquele momento preferia ele que a mim)
SMãe: O que acha de todo mundo sair daqui e vocês dois conversarem?
Você: Não tenho nada para falar com esse traidor safado!
Justin: Muito menos eu com você. Vou levar meus filhos daqui! (Italo entrou com o canto da boca machucado. Fui na direção dele)
Você: Ryan?! O que você fez?!
Ryan: Eu dei um soco. Não sabia que conhecia ele.
Você: É natural os canadenses serem tão animais?
Justin: É natural os brasileiros serem idiotas? (Me virei para ele o encarando)
Você: Fique sabendo que eu sou brasileira com orgulho!
Justin: Fique sabendo que eu sou canadense com orgulho!
Você: Imbecil!
Ryan: Deixa eu levar Jackson comigo. Ele me conhece. Então é melhor vocês conversarem. (Ele tentava tirar Jack dos braços de Justin, mas o meu loirinho não queria ir)
Justin: Tudo bem Jack, vai com o tio Ryan, eu preciso falar com a mamãe, prometo não ficar mais longe de você, vai ser rapidinho. (Ele balanceia a cabeça. Justin deu um beijo em sua bochecha. E deu ele a Ryan. Fui até Italo e o abracei)
Italo: Eu ainda estou aqui se precisar. Vou está com o celular na mão, me manda mensagens quando precisar de mim (Sussurrou em seu ouvido)
Justin: Da pra se afastar?! Você ainda é minha mulher, (Seu nome). Por favor! (O ouvi reclamar. Parti o abraço sorrindo para Italo)
Você: Obrigada. (Sorri fraco. Sentei no sofá da sala, enquanto todos saiam da casa. Talvez eles estejam indo para casa do Italo. Provavelmente. Espero que Ryan peça desculpas, ou eu mesmo o farei pedir. Justin senta na mesa de centro a minha frente) Essa mesa de centro não é como a nossa mesa de centro. Ela vai quebrar com você nela. (Ele olhou para baixo, como se estivesse avaliando a mesa de centro. Balançou a cabeça e sentou ao meu lado) Preferia que quebrasse a mesa mesmo. (Bufei)
Justin: Por que fez isso?
Você: Seja mais específico.
Justin: Agiu como criança. Ou adolescente. Foi ridículo ter os trazido para cá sem que eu soubesse.
Você: Eles estão com a mãe dele, Justin! Eu não iria fazer nada com eles. E outra, se está aqui é porque sabe que eles estavam aqui, então praticamente você sabia. Sem drama tudo bem? (Encostei no sofá pondo as mãos na cabeça) Acho que... Eu só queria que você sentisse uma forte dor. Eu senti um soco quando soube que você me traiu.
Justin: Não foi bem assim, eu não lembro de nada, eu não sei o que eu fiz.
Você: Justin? (O olhei) Você perdeu a aliança na vagina de uma prostituta. Como acha que perdeu?
Justin: Ela pode está mentindo, já pensou nisso?
Você: Não! Porque não faz sentido nenhum! (Respiro fundo tentando manter a calma) Vamos voltar para o Canadá, vamos assinar divórcio e acabar logo com tudo isso! Estou cansada disso tudo. Das suas tradições, das suas desculpas. Cansei até de olhar para você!
Justin: Minhas desculpas? Eu sempre disse porque eu tento me divertir. Eu não sei (Seu nome), acho que fomos pais muito novos de mais.
Você: Está aí. Já que acha isso, vamos nos separar e você passa a guarda dos nossos filhos em meu nome. Por livre espontânea vontade...
Justin: ...Não, não é bem isso que eu quero...
Você: ...daí você segue sua vida...
Justin: ...dizer, você está pondo palavras em minha boca...
Você: ...esqueça eles, me esqueça, é assim seguimos...
Justin: ...claro que não (seu nome)! Chega!
Você: É isso sim...
Justin: NÃO ATROPELA MINHAS FRASES! ME ESCUTA PORRA! (Ele me fez calar. Seu peito subia e descia de tão nervoso que ele estava. Eu apenas me mantive quieta, fria. O máximo) Vamos tomar uma decisão! (Eu continuei calada. Dessa vez agora olhando para a mesa de centro) Ah! Ótimo! Fica calada mesmo.
Você: Eu vou lutar até ter a guarda deles! (Levantei do sofá caminhando em direção ao corredor, então abrindo a porta do quarto, mas antes que eu fechasse a porta, Justin pôs o pé. E foi eu empurrando dentro do quarto para fechar, e ele fora para abrir. Já dá para imaginar quem ganhou nesse cabo de guerra inversa. Ele entrou no quarto, e confesso que tive medo daquele olhar dele, cheio de ódio. Mas eu retribuí com toda arrogância, também sei estufar o peito e me sentir confiante)

Justin: Repete o que disse! (Ele me desafia. Dei dois passos para frente ficando cara a cara com ele. Não chega ser cinco centímetros de distância)
Você: Eles são meus. Só meus. E eu vou fazer de tudo e mais um pouco para tirar um por um de você. Sabe porque? Porque vou contar a juíza que você vive reclamando, vou dizer que você se arrepende por tê-los em sua vida, e que não os amam. Porque é isso que parece, e é isso que acontece.
Justin: Eu sai do Canadá para o Brasil atrás dos meus gêmeos.
Você: Por possessão!
Justin: Não me provoca (Seu nome)! Você quer que eu te bata para ter motivos para tirar meus filhos de mim. Tirar meu direito de ver eles.
Você: Não vou nem precisar disso.
Justin: Você não vai tirar eles de mim! (Eu o empurrei. Uma, duas, três, várias vezes até ele tocar na parede. Justin fechou os olhos virando o rosto. Ele está perdendo a paciência) (Seu nome)...
Você: Eu tenho nojo de você. Depois de tudo o que você fez comigo! Consigo nem te olhar mais!
Justin: (Seu nome) já chega.
Você: O que? Não. Agora que comecei? Eu queria só te dizer que esse seu sentimento que você tem por nossos filhos são tão pequenos perto dos meus sentimentos. Acha que a juíza vai dar a guarda para quem?
Justin: Já chega! Okay?! Eu não tenho que te provar nada! Você está louca, fora de si. Mal pode olhar para mim? Eu que não consigo olhar para você! (Agora ele quem empurra)
Você: Não toque mais em mim! (O dei um tapa, o mais forte que pude. E ele devolveu. Mais outro eu dei. E mais outra resposta dele. Não me arrisquei mais o bater, minha respiração ofega, cansei de brigar, eu estou cansada de gritar, de lutar. Sentei na cama com uma mão no rosto. Comecei a chorar, sou fraca, eu sei que sou, mas não me contive, mesmo com ele ali)
Justin: Chegamos longe de mais. Vamos parar com isso. Vamos parar de nós machucar. (Ele senta ao meu lado) Desculpa, (Seu nome). Não era para ter feito isso. (Ele tenta tocar em mim mas eu o neguei)
Você: Para! Fique longe!
Justin: Você me provocou, sabe que falar dos nossos filhos dessa maneira é como pisar no meu calo. Por favor, entenda. Me deixe te ajudar. Machuquei muito? (Ele segurou minhas mãos olhando para meu rosto) Está vermelho. Muito. (Justin suspirou) Eu buscar gelo.
Você: Não quero! (Puxei minhas mãos voltando a chorar) Quero que vá embora.
Justin: Não terminamos.
Você: Oh não? Ainda pretende me bater mais? Seu desgraçado! Babaca!
Justin: Isso. Quer retribuir? 
Você: O que? (Pergunto confusa)
Justin: Me bata o quanto quiser para pagar o que eu te fiz. (Não faz sentido. Mas eu sinto uma imensa vontade de quebrar Justin pedaço por pedaço. Fiquei o olhando e avaliando sua expressão, se realmente aquilo é serio, se de verdade ele vai me deixar o bater. Eu dei um soco em seu braço. Sei que foi inútil, porque eu sou fraca. Então dei outro, dessa vez em seu peito, ele quase ficou sem ar, ou fingiu, não importa. Fiquei de pé em sua frente, abaixei a cabeça para o encarar. Justin só permitiu que lhe desse dois tapas no rosto, no terceiro ele segurou meus pulsos, ficamos segundos em silêncio, só ouvindo nossa respiração, até ele me puxar para o meio de suas pernas)
Você: Eu te odeio.
Justin: Não odeia. (Justin me fez cair na cama, e ficou por cima de mim antes que eu pudesse sair) Você não me odeia. (Ele sussurrou olhando em meus olhos) Você me ama.
Você: Não. Não amo mais. Eu deixei de te amar faz muito tempo.
Justin: Você me ama.
Você: Você não me ama
Justin: Eu te amo. (E então nós beijamos.)

*Você Off*

*Drew On*

Meu pai Resolveu ir para o Brasil, minha mãe parece está lá com os gêmeos, e o que restou foi eu estar aqui, para cuidar de tudo. O pior é que eu não sou bom nisso. Não mesmo.

Drew: Christopher, por favor! Cuida dela, eu prometo cuidar de tudo, mas fique com ela.
Christopher: Por que está empurrando Drace assim?
Julia: Drew, qual o problema de ficar com Drace? (Julia me perguntou de braços cruzados. O problema é que eu não aguento sentir a culpa de saber que ela sabe que sou seu pai verdadeiro e não a criei. Ela me odeia por isso, é o que eu penso e vejo)
Drew: Só que... Eu já vou estar com Drake e estou cuidando de vocês.
Julia: Fala sério! Somos bem grandinhos!
Christopher: Espere! E Julie?
Drew: Na casa do vovô?
Christopher: Não, eu achei que estava com você. (Se refere a mim)
Julia: E eu achei que estava com você, Christopher. (Ela cruza os braços o olhando)
Christopher: Oh meu Deus! Tem que procurar Jolie!
Julia: Ah! Ótimo! Perdemos a modelo. (Ela bufou soltando os braços) Deixa que eu procuro. Qualquer coisa mando mensagem para o relógio de vocês.
Drew: Ah! O meu Drake quebrou. Mande para o celular. (Ela assentiu saindo do quarto)
Christopher: Vou cuidar para que a casa fique limpa, e tenha comida.
Drew: Vai cozinhar, Maria? (Ele fez careta)
Christopher: Vou comandar. Se papai ligar avisa.
Drew: Beleza.
Christopher: Drace está no quarto de brinquedos. Não a deixe sozinha. (Ele diz saindo. Antes que eu pudesse o responder Christopher já não estava mais aqui. Meu celular começou a tocar e eu pensei o quão rápido foi e coincidência)

*Ligação On*
Drew: Fala Justin Bieber? Que parte do Brasil é mais quente?
Am... Não é o Justin Bieber. (Ok, eu fiquei envergonhado. Sentei na cama) Aqui é o Dr. Viena
Drew: Dr. Cameron Viena? O que está cuidando de Grace?
Cameron: Sim.
Drew: Não entendo porque me liga. Mas algum problema?
Cameron: Sim. Bem... Tentei ligar para seus pais, mas eles não atendem, liguei para casa mas a empregada disse que eu podia te ligar, então não vi problema.
Drew: Tudo bem. Meus pais estão no Brasil agora. Problema de família.
Cameron: Eu sinto muito que estejam passando por tantos problemas e ainda ter que enfrentar outro.
Drew: Não, tudo bem. O problema que eles estão resolvendo no Brasil é um probleminha bobo. Mas qual o motivo da ligação?
Cameron: Infelizmente não posso dizer por telefone. Preciso apenas que alguém que era da família venha.
Drew: Era? De quem?
Cameron: De Grace Anderson Rondone. (Era? Grace não morreu. Como ele diz "era")
Drew: Como assim "era" Dr. Viena? Não entendi.
Cameron: Preciso que venha. Aqui vou dar a notícia.
Drew: Que notícia?! A de que ela está morta?! (Eu exclamo. Era essa a notícia, eu sei que é)
Cameron: Prefiro falar pessoalmente. Até daqui a pouco.
*Ligação off*

Eu sabia que isso iria acontecer, eu já previa que não iria ter ela mais aqui. Só não pude imaginar que ainda iria doer tanto. Deixei o celular no meio da cama e então não aguentei mais segurar. Toda aquela culpa, angustia, todo o tipo de sentimento misturado me dava ânsia. Eu me sinto o responsável pela morte de Grace, sempre me senti culpado, mas agora é mais forte porque é definitivo.

Julia: Drew, Jolie estava esse tempo todo no quarto dela, acredita nisso? Comendo salgadinhos e vivendo a base de suco de caixinha. Como é que ela... (Julia calou a boca quando eu a olhei) Está chorando? O que foi? O que houve Drew? Alguma coisa com o nossos pais? (Neguei com a cabeça) E então? Drake?
Drew: Grace. (Ela congelou) O médico dela ligou. Acho que dessa vez temos um funeral para fazer.
Julia: Oh Drew, eu sinto muito mesmo. (Ela veio em minha direção apoiando sua mão em meu ombro)
Drew: Não sinta. (Passei as costas da mão no nariz) Não era importante para mim. Não é mesmo? Ela não era ninguém para mim. (Julia lança seu olhar de pena) Não me olha assim, é o que todos pensam que eu acho. Eu sou tão monstro assim para vocês? Não acha que todos os dias da minha vida eu me matava por dentro me sentindo culpado por Grace está nesse estado?
Julia: O médico disse que realmente ela havia morrido?
Drew: Não precisou. Bastou usar tudo no passado. "Era" "foi". É! É! Ainda é!
Julia: Eu cuido de Drace por hoje, se quiser. (Eu a olhei enxugando as lágrimas) Por hoje.
Drew: Eu não quero cuidar dela. Não quero ser pai dela.
Julia: Mas ela não tem culpa.
Drew: Eu sei! Julia! Caralho, eu sei disso. Pelo o pouco de tempo que passei com aquela coisinha amarela eu pude ter certeza disso, ela é meiga, sempre está sorrindo. Sabe Aurora? Daquele filme antigo? A bela adormecida, que tem as três bênçãos das fadas? Graça, beleza e bondade, é o que eu penso.
Julia: acho ela mais parecida com Alice no país das maravilhas. Muito curiosa, e tem cabelos amarelos iguais os de Alice. 
Drew: Isso não vem ao caso. Só que... (Fiz pausa, soltando o ar em seguida) Ela é boa de mais para ter um pai que a rejeitou no começo. Ela não vai me aceitar como aceita meu pai. Para ela ele é seu pai verdadeiro, e quer saber? Ela está certa. Eu não consigo nem olhar para ela por muito tempo sem que pense em Grace, sem lembrar de Grace sorrindo para mim. Até os cabelos amarelos de Grace ela tem, eu amava aqueles cabelos dela. (Julia sentou ao meu lado)
Julia: Drace vai entender, Drew. Aos poucos. Ela até gosta de você. (A olhei) Ela falou que você é uma boa pessoa porque deixou ela te pintar como uma princesa. (Eu rir fraco desviando o olhar dela) Se Grace morrer, ela não vai ter mais ninguém, Drew. Ela precisa de você.
Drew: Você é mais nova, sabia?
Julia: Nos ajudamos. (Ela deu a mão, eu olhei para seu rosto, depois para sua mão, então bati) Bom! Muito bom. Vai no hospital saber mais sobre Grace? Eu fico com Drace por você.
Drew: Eu não queria ir.
Julia: Mas vai. (Balanceio a cabeça. Levantei da cama pegando a chave do carro na gaveta. Julia e eu descemos a escada e em embaixo esta Drake, Drace e Jolie mexendo no tablet)

Drew: Achei que eles estavam no quarto de brinquedos.
Julia: É, eu também. (Ela cruzou os braços os olhando)
Drake: Pai, Vai sair? Posso ir junto?
Drew: Não Drake, é uma coisa que eu tenho resolver. Bem seria.
Drake: Bem séria? Vai se encontrar com a chata da Diana? (Eu revirei os olhos bufando) Não deixa ela vir aqui, por favor. Eu não gosto dela.
Drew: Entendido. Mais alguma demanda sua?
Drake: Não. (O dei as costas) Oh! Sim! (Virei de volta) Pode trazer Milk Shake e batata do MCDONALD'S?
Drew: Folgado. (Ele gargalhou) Mais alguém?
Drace: Pode 'tazer' aquelas jujubinha de ursinho mimoso? Só 'losinha' e 'loxinho'. Um pouquinho. (Ela juntou os dedinhos perto do rosto me olhando por debaixo daqueles cílios loiros. Eu tive a imensa vontade de abraça-la quando ela fez um biquinho, mas me contive.)
Drew: Posso. Claro. (Julia sorriu para mim) Volto logo. Não diz nada ainda. (Ela balança a cabeça e eu sai.)

*Drew Off*

*Você On*

Não se deve negar o pedido de um corpo, certo? Errado!. Não acredito que entre Justin e eu ainda há alguma conexão sendo que nossos laços já deveriam ter se rompido desde sua primeira traição. Idiota, insegura, inocente, acima de tudo isso, burra. Eu sou mesmo um pacote completo para qualquer homem aproveitar do meu amor, dos meus sentimentos que são muito intensos. Mas entenda, à cada ano que se passa ele parece ter mais controle sobre mim, Justin me controla como se ele soubesse cada passo antes de que eu os faça, parece tudo monitorado. Eu o bato, ele me bate, eu choro, ele se arrepende, eu digo para se afastar, ele quer dar a chance de que eu vingue, eu tento, ele impede, eu o olho, ele me joga na cama e transamos feito loucos, eu digo chega e vou para o banheiro mesmo com vontade de continuar, ele sabe disso, sabe que estou com vontade. Quem escreveu isso? Ele? É o que parece.

Justin: Você está calada faz mais de vinte minutos. (Ele disse com sua voz baixa. Abriu o registro do chuveiro e deixou a água cair sob me corpo. Eu não me movia, a água morna me olhava enquanto eu encarava meus pés. Justin delicadamente deixa meus cabelos para trás, passando a mão) Amor? Me xinga, fala que sou um idiota, que não gostou, para não te tocar mais. Mas fala alguma coisa (Seu nome), qualquer coisa. (Eu não tenho o que dizer. E o que tenho não devo dizer. Eu sei, é confuso para mim também. Justin apertou meu quadril com uma mão, me fez ficar de frente para ele e me encostou na parede gelada. Eu o olhei e foi o suficiente para ele me dar um beijo, o qual eu correspondo de imediato. Sua mão em meu rosto, enquanto a outra levantou uma perna minha pegando em minha coxa, posicionando na sua cintura. Levei minhas mãos as suas costas e quando ele me penetrou eu o arranhei logo em seguida. Minha outra perna no outro lado da sua cintura o abraçando, ele me prensa na parede para que eu não caia. Minha mão esquerda agarrou a borda do boxe de vidro enquanto Justin cuidava em me foder. Escuto Nossas peles se batendo, a água no chuveiro na cerâmica, ainda meus gemidos de fundo. Ele me dá chupões, enquanto eu gemia seu nome pedindo "Mais forte", "mais profundo", "faça mais", "continua", "Não para!" "Não para!" "Não pare por favor!". Eu sei que é loucura depois do que fez, mas não para, porque é tão gostoso, é tão bom, é tão intenso, profundo. "Não pare por favor". Foram assim por alguns minutos, até eu sentir o líquido quente me preencher, e seus gemidos fazendo Sintonia com os meus gemidos já soube que ele gozou, eu joguei a cabeça pra trás, pois Justin não havia parado. Água caindo, Justin gemendo, ele me fodendo com força e eu cravando minhas unhas nos ombros dele e então eu tive meus arrepios junto à orgasmo. Eu ofegava precisando mesmo do ar nessa hora. Justin me abraçou comigo ainda nele, com minhas pernas ainda abraçada em sua cintura. Ele me roubou os lábios, será que não entende? Eu preciso respirar, eu estou sufocada. Mas quem disse que eu quero que ele pare. Só se podia ouvir nossas respirações, e a água sendo gasta) Amor?
Você: Já tive mais fôlego. (Falei ofegante ainda) Preciso respirar. (Ele me pôs no chão. Decido terminar meu banho e pensar depois. Justin tirou o sabonete das minhas mãos, eu o olhei sem entender, e só depois que ele passou nele veio passar em mim. Juro que suas mãos no meu corpo me causa um pouco de constrangimento, mesmo depois de tanto tempo. Depois que nos enxaguamos​, ele me agarrou por trás. A conta da água vai vir cara, mamãe, eu sinto muito. Gostoso pra cacete, sexo com Justin é gostoso pra cacete. Até mesmo anal, pois sabia como me dar orgasmo mesmo me fodendo por trás. Seus dois dedos na minha vagina, direcionada no clitóris, joguei a cabeça encostando em seu peito, levantei uma perna empinando a bunda enquanto ele me fode por trás e esfrega a ponta do seu dedo em meu ponto mais sensível. Encostei minhas mão no boxe de vidro e deixei meus gemidos ecoar pelo banheiro com nenhuma vergonha) Justin! (Eu gemi pondo uma mão encima da sua) E-eu vou cair! Ainnn amor, eu não aguento... (Falei manhosa. Ele passou seu braço abaixo da minha costela e eu tirei meus pés do chão, fechando minhas pernas fortemente buscando algum alívio urgente, mesmo seus dedos esmagados por mim ele continua movendo a mão. Eu gritei fechando os olhos e abrindo a boca, tive multi-orgasmo e só depois escutei Justin gemer curvando o corpo para frente, ainda me segurando)
Justin: Meu pau, (Seu nome)! Abre a porra das pernas! (Eu havia esquecido, imagino que agora esteja doendo. Ele estava ofegante em meu meu ouvido, e quando achei que havia acabado estava enganada, pois ele apenas tirou e pôs de novo. Tive que me apoiar no boxe, não estava aguentando mais ficar em pé sozinha. Justin gozou novamente, e não sei como ele teve tanta vontade e disposição pra isso, mas foi maravilhoso. Depois do banho fomos para o quarto, aonde passamos alguns minutos apenas entre beijos e abraços. Sim, ainda pelados, nos sentindo mas não teve mais sexo, mais foda, mais transa, foi apenas carícias, beijos, abraços. Justin deitou a cabeça entre meus seios, e passou a dormir enquanto eu brinco com seus fios loiros lisos. Encarava o teto pensando no que fazer agora. Transamos, eu sei que fui fraca, santo Deus, por que não resisti? Porque sou humana. Fracassada! Eu o amo, ele foi o homem que tirou minha virgindade, como não sentir algo forte? Elo, laço. Mas e agora? É eu não tenho jeito, se continuar o vendo vou querer sempre um remake. Não de novo. Eu nem consigo dormir. Olhei a hora em seu relógio de pulso, são 4:38AM, não se passaram tantas horas assim, até porque, o que fez passar o tempo foram nossas "brincadeiras". O empurrei​ para o lado, como se estivesse incomodada com ele encima de mim, fingi ser apenas um reflexo, é que também estou dormindo)

Você: Pesado. (Sussurrei manhosa. Justin deitou de bruços virando o rosto para mim)
Justin: Desculpa. Ver se dorme. (Ele me deu um selinho, ainda de olhos fechados. Levei alguns minutos até ter certeza de que ele dormiu)
Você: Amor? (Chamei sussurrando. Mas ele não corresponde. O dei um selinho, mesmo assim Justin continua dormido. Levantei calmamente da cama, fui até o armário, aonde peguei minhas roupas. Comecei a me vestir fazendo o mínimo de barulho. E quando já estava pronta eram 5:30AM. Queria que desse ao menos 6:30. Peguei meus cartões e antes de sair olhei para Justin) Parece um anjo dormindo. Sinto muito por isso meu amor, mas ainda está doendo sua traição. (Sussurrei quase como um assopro. Fui até a porta) Obrigada pelo sexo. (Sai do quarto fechando a porta.)

Continua!...

Só pra dizer que ainda estou sem internet. Consegui postar esse porque estou na casa do tio e aqui a internet não é lá essas coisas mas tá indo...
Comentem. Amo vocês.
Obrigada!